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domingo, 12 de novembro de 2017

| Review | Nintendo Switch



Finalmente peguei o híbrido da Nintendo, e depois de 5 dias com o console, vou deixar minha análise.



A minha versão do console é a padrão, cinza. Abaixo vai a lista do que eu joguei no console:

- Super Mario Odyssey - "Finalizado", porém faltam mais da metade das luas pra pegar
- The Legend of Zelda: Breath of The Wild - Entre 4 e 5 horas jogadas
- Snipperclips DEMO - Umas duas horinhas de MP com meus pais e minha namorada e é compra certa
- Puyo Puyo Tetris DEMO - Mais de uma hora de MP
- Octapath Traveler DEMO - Mais ou menos uma hora
- Spelunker Party DEMO - Menos de uma hora de MP
- Blaster Master Zero DEMO - Menos de uma hora

A proposta do console todo mundo conhece, você pode jogar com o console na mão, na TV, ou com o console em cima da mesa e o controle na mão. Você também pode dividir o controle e jogar duas pessoas, além de poder jogar sozinho com os dois controles separados ou transformando em um controle só com o joy-con grip.

Comparação do tamanho do Switch e Dock com o PS4, o Playstation 4 poderia ser a caixa do console rs 

Pelo menos nos primeiros dias de uso, ficou óbvio que as coisas não são tão "macias" quanto mostram nos trailers, não tem como colocar o console na Dock e simplesmente puxar os joy-cons, a Dock não trava o console e o aparelho não tem peso suficiente pra segurar o console enquanto vc solta os controles, então vc tem que segurar o console e tirar um joy-con por vez. Isso não atrapalha em nada a transição do modo portátil para o modo TV, mas deve ser observado porque é diferente dos trailers. A experiência de troca entre portátil e modo TV foi perfeita todas as vezes, sem bugs, sem problema de reconhecimento, sem problema de sincronia de controle, exatamente o que eu esperava de um controle híbrido. Vou falar por tópico sobre cada modo que joguei e já aproveitar e comentar sobre algumas características do hardware:

Comprando tamanhos dos portáteis que tenho aqui, dá esquerda pra direita, de cima pra baixo: Game Boy Advance SP, Nintendo 2DS, Nintendo Switch, Playstation PSP, JXD S7800B

- Modo portátil: O console definitivamente não é leve, porém é mais leve e com ergonomia muito melhor que o gamepad do Wii U. Eu joguei por 3 horas seguidas ontem nesse modo, e não senti cansaço, dor, nada. A tela não tem surpresa em termos de resolução, as imagens são muito bonitas, a densidade de pixel é suficiente pra oferecer uma experiência ótima, mas em termos de brilho, contraste e cor, a tela é mais que ótima, é excelente. O som do aparelho me surpreendeu bastante também, a qualidade é ótima, o tamanho do bichinho favoreceu bastante nesse aspecto, mas a melhor opção no modo portátil continua sendo um bom fone de ouvido. Outro detalhe, mesmo rodando Zelda, o console não esquenta nada.

- Modo "table top" ou tablet: Vale basicamente tudo que foi observado em relação ao modo portátil, tirando a parte de jogar com fone e o peso do console. Foi o modo que eu menos usei, e que vai ser mais improvável de eu usar. Mas ainda assim, é uma opção interessante se não tiver uma tela grande disponível.

- Modo TV: Adorei jogar os jogos multiplayer na tela grande, e Super Mario Odyssey ofereceu uma experiência sem engasgos(devo ter jogado 80% na TV), mas Zelda apresentou um frame drop(que já é conhecido das análises desde o lançamento do console) sensível, chegou a me incomodar, mas não foi algo que atrapalhou a experiência pra mim, quando tiver na sala e a TV tiver desocupada, jogarei na tela grande, mas a experiência mais lisa nesse caso é no modo portátil. A única coisa que me preocupa do modo TV é que o console esquenta, não chega a esquentar tanto quanto alguns smartphones que eu tive, mas o console sempre esquenta. Espero que esse aumento de temperatura esteja previsto no projeto do console, porque a maior parte do tempo eu devo jogar com ele no Dock.

Xbox One Controller, Joy-Cons no Grip e Dual Shock 4 lado a lado

Agora falando especificamente dos joy-cons, a Nintendo acertou em cheio em oferecer várias experiências com o mesmo controle. Eu "zerei" Super Mario Odyssey usando entre 70 e 80% do tempo os controles separados, como o jogo recomenda, fazendo uso modesto do sensor de movimento, foi o modo de jogar que mais me agradou em termos de experiência e conforto. Já minha namorada finalizou o jogo com o controle no grip, ela não curtiu os controles separados.

A parte que mais me causava desconfiança era de usar os joy-cons na horizontal no multiplayer, e nessa parte fui surpreendido, é mais confortável do que parece, para jogar Snipperclips, Puyo Puyo Tetris e Spelunker Party foi uma experiência muito boa. Porém, apesar de melhor do que eu imaginava, não é a experiência ideal pra longos períodos, e acho que para um jogo como Street Fighter(igual sugeriram nos vídeos de apresentação do jogo), seria uma opção bem ruim. Outro detalhe é que o Joy-con R é pior que o Joy-Con L no caso, por conta da posição do analógico. E a falta do D-Pad é um efeito colateral que é sentido, o resultado de usar botões no lugar do D-Pad foi melhor do que eu imaginava, não chegou a ser tão horrível quanto o D-Pad do controle do Xbox 360, mas ainda assim não dá pra dizer que é uma boa solução para jogos "2D", um D-Pad de verdade vai fazer falta. Eu estou esperando pela Nintendo anunciar Joy-cons mais simples oferecendo controles para experiências mais simples, um Joy-con L inspirado no controle do SNES para jogos de plataforma seria algo maravilhoso. Se a Nintendo não fizer, botarei minha fé nos nossos amigos xing ling.

O Rumble HD, teve um uso legal até no Super Mario Odyssey, mas no geral, não vi nada para tanto alarde. Basicamente tiram proveito do fato dos controles terem estruturas bem separadas, preciso jogar mais coisas pra ter certeza quanto ao uso da feature, mas minha primeira impressão não foi nada de outro mundo. A duração da bateria dos controles foi suficiente para todas as seções de jogo que fiz, mas não consigo nem estimar quanto tempo dura, porque sempre que parei de jogar, botei os controles no Switch.

Extremamente enxuto, o sistema do Switch vai direto ao ponto e favorece quem quer apenas ligar o console e jogar.

Sobre o sistema do console, o minimalismo é quase perfeito. O destaque da tela inicial fica para os jogos que você tem, sem flood de propaganda, sem um monte de coisa que você não tem interesse em ver. Se eu quiser ver as novidades, vou no ícone embaixo, se eu quiser ver as promoções da loja, entro na loja. E tudo funciona de forma muito fluída e responsiva, o que dificilmente seria possível num sistema com mais firulas, as críticas que tenho em relação ao sistema é ausência de funções de comunidade e a falta de informação sobre o que você tá jogando, sistema de conquistas e tal. No modo tablet, o touch screen é uma adição muito desejável na hora de digitar qualquer coisa.



Tirar screenshots com o console é muito simples, assim com capturar vídeos(limitado aos úlitmos 30 segundos), pra compartilhar você tem que ir no álbum, as únicas opções de compartilhamento disponíveis são Facebook e Twitter, gostaria que também tivesse a opção de compartilhar por email. A qualidade do vídeo não é a melhor possível, mas é ok.

Comparação do tamanho das caixas de jogos e das mídias(PS4, Switch, PSP e 3DS), eu não sei o gosto do cartucho do jogo.

Não vou fazer uma análise aqui dos jogos que joguei ou testei, mas vou falar um pouco sobre eles. O Super Mario Odyssey com certeza é um dos melhores jogos que joguei na minha vida, sem dúvida o melhor Mario 3D, a variedade tanto no visual, tanto quanto no gameplay é algo que eu nunca imaginei ver na franquia, e mesmo depois de ter terminado o jogo, sei que ainda tenho muito o que descobrir no jogo. E nos aspectos técnicos o jogo é PERFEITO, gráficos lindos, arte linda, desempenho liso. Zelda Breath of The Wild eu posso dizer que estou só no começo, acho que o jogo sofreu por não ter sido planejado para o Switch, mas ainda assim é um jogo muito bem polido, e é o tipo de jogo que uma horinha de jogatina vira 3 facilmente, a disputa pelo GOTY vai ser ferrenha. A demo de Project Octopath Traveller tem uma produção muito linda, ótima dublagem e música, estilo de arte muito bacana e diferentão, mas se trata de um JRPGzão roots, então é para um público bem específico(apesar de encantado, não sei se vou pegar).

Nas demos com foco no multiplayer, o maior destaque fica pra Snipperclips, o game é absurdamente divertido, os desafios são variados(pensei que seria focado apenas em formas), comprarei a versão completa ainda esse mês. Puyo Puyo Tetris eu achei bem divertido, porém 30 dólares nesse tipo de jogo chega a dar depressão, por 10 dólares eu comprava hoje, por 15 dólares eu botava na lista de desejos rs. Spelunker Party eu não curti, a tela dividida fica bem pequena e não consegui sacar bem o que foi acrescentado ao jogo colocando multiplayer.

Concluindo esse textão, adorei o console, e o software da Nintendo não deixa a desejar. Das poucas demos que pude testar, achei promissor demais o console para multiplayer. O único porém que boto em relação ao console, são os preços dos jogos e acessórios, é insano ver jogos muito simples por 30~60 dólares, eu sei que jogos da Nintendo geralmente tem preço alto e dificilmente tem corte(no máximo promoções, mas nada massivo), mas espero que os games de third parties entrem em promoção com alguma frequência e que no futuro tenham corte de preço.

A pergunta que mais fazem é "VALE A PENA?", então, para mim Super Mario Odyssey é jogo obrigatório para qualquer fã da franquia e o console já oferece um catálogo extenso, incluindo outro jogo gigante que é Zelda BOTW, então se você quiser jogar hoje esses games, digo que vale muito a pena, e se preço de jogos não for um problema pra você, não tenha dúvidas, compre um Nintendo Switch.




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